O Rio Grande é um rio brasileiro que nasce no estado de Minas Gerais e banha também o estado de São Paulo. Considerado um rio de planalto, sua nascente se localiza na Serra da Mantiqueira, em Bocaina de Minas, e percorre 1.360 km até encontrar o Rio Paranaíba, no município de Carneirinho/MG, formando o Rio Paraná. A partir dos municípios de Claraval e Ibiraci, o rio forma a divisa natural do estado de Minas Gerais com São Paulo.
Os principais afluentes do Rio Grande são: Rio Aiuruoca, cuja nascente fica em Itamonte; Rio Lourenço Velho, que nasce em Virgínia nas proximidades do bairro Morangal; Rio das Mortes, que nasce entre Barbacena e Senhora dos Remédios; Rio Jacaré, com a nascente na Serra do Galba em São Tiago; Rio Verde, que nasce em Passa Quatro; Rio Sapucaí, cuja nascente fica na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais; Rio Canoas, que nasce em Ibiraci e que serve de divisa entre MG e SP; Rio Pardo, que nasce em Ipuiúna; e Rio Turvo, que nasce em Monte Alto.
A bacia do rio Grande pertence à bacia do rio Paraná. Possui uma área total de 143.000 km², dos quais 86.500 km² se localizam em Minas Gerais, o que equivale a 17,8% do território mineiro. A bacia do rio Grande é responsável por cerca de 67% de toda a energia gerada no estado mineiro. No curso do alto Rio Grande se destacam as usinas hidrelétricas de Camargos, no sul de Minas, próxima a São João del Rei; de Itutinga, entre as cidades de Lavras e São João del Rei; e do Funil, no município de Perdões.
No curso médio do Rio Grande, encontra-se a Usina Hidrelétrica de Furnas, no trecho denominado “Corredeiras das Furnas”, entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória, em Minas Gerais. Na divisa do Triângulo Mineiro com São Paulo, situam-se as seguintes usinas hidrelétricas: Mascarenhas de Moraes
(Usina de Peixoto), no local da antiga Cachoeira do Inferno (Ibiraci-MG), Estreito, Jaguara, Igarapava, Volta Grande, Porto Colômbia, Marimbondo e Água Vermelha.
Há muitos trechos de barrancos altos, de desníveis acentuados. Mas as corredeiras já foram muito mais fortes. No século passado, o Brasil precisava de energia, e o rio concedeu a força. Só na divisão entre São Paulo e Minas, a partir de Pedregulho (SP) e Ibiraci (MG) até o encontro com o Rio Paraná, são 08 usinas hidrelétricas.
No Rio Grande, alternam-se trechos de corredeiras e de imensos lagos, formados pela represa da hidrelétrica de Água Vermelha.
A paisagem típica da região são os braços alagados, que servem de berçário para pintados, piaparas e tucunarés.
As algas crescem sobre antigos pastos. A água sobe e inunda as margens onde, parte do ano, crescem grama e capim. Os campos verdes, com gado nelore na beira d´água, lembram a paisagem do pantanal mato-grossense. Entre a fauna, destacam-se: micos estrelas, garças, canários, tucanos e aves que só se vê por lá, como o araçari (castanho) e o fabuloso udu-de-coroa-azul.

Ilha do Picó